Entrevista com Arthur Lomonaco Beltrame, aprovado no CACD 2019

Aprovado no CACD 2019, Arthur Lomonaco Beltrame nos conta sobre sua preparação para as provas de inglês do CACD!

Você já tinha conhecimentos avançados da língua inglesa quando começou a estudar para o concurso?

Felizmente, eu já possuía uma boa base, com conhecimentos avançados da língua inglesa; a adequação ao modelo da prova, no entanto, é determinante para que, mesmo o candidato com bons conhecimentos, possa ter um bom desempenho. Entendo que não é necessário ser totalmente fluente no idioma ou algo do tipo; conhecer e entender a prova é essencial.

Qual foi a melhor maneira que você encontrou para estudar vocabulário novo e fixa-lo?

No meu caso, eu fui um usuário assíduo do Quizlet para treinar diversos aspectos da língua inglesa, entre eles questões de vocabulário. Entendo que o aprendizado e a fixação de conteúdo em idiomas estrangeiros estão muito ligados à repetição. Ferramentas como o Quizlet permitem que isso seja feito de uma maneira mais lúdica, a qualquer hora e em qualquer lugar. Por fim, para reforçar o conhecimento, uma tabela de Excel é sempre uma boa opção para listar aqueles termos e expressões mais relevantes.

Como você estudava collocations, em particular?

Collocations são importantíssimas na elaboração dos textos em língua inglesa e as correções tanto da banca examinadora quanto da Selene são bem rígidas. Mais uma vez, eu treinei bastante com os cards do Quizlet. Usar o aplicativo tornou-se quase um hobby e, naturalmente, consegui fixar uma boa parte do conteúdo ali presente. Para complementar, elaborei uma tabela de Excel com as collocations que mais utilizava em meus textos e com aquelas que tinha mais dificuldade.

Que tipo de exercícios complementares aos simulados (vocabulário, gramática, tradução etc.) você acha imprescindível fazer?

Exercícios complementares aos simulados são essenciais para o candidato ter maior tranquilidade e segurança na hora da prova. Ampliar a base do vocabulário e estar em dia com a gramática ajuda muito na elaboração de um texto mais fluido que facilite a leitura por parte do examinador. Tradução, por sua vez, exige prática e identificação das unidades de sentido e não somente dos termos em si.

Como você se preparou para a primeira fase do exame? Apenas através da resolução de questões?

Minhas preparação para a primeira fase do exame esteve sempre mais concentrada na leitura de textos de atualidades, especialmente de jornais e revistas, e na resolução de questões. Para isso, os boletins do “Politics this Week” da Selene eram uma ótima maneira de praticar a leitura e expandir o vocabulário, além do próprio conteúdo das informações, que ajudam em outras matérias, como Política Internacional ou História Mundial.

Você tinha alguma estratégia no que diz respeito a deixar respostas em branco?

Entendo que deixar respostas em branco na primeira fase é algo pessoal e cada candidato deve buscar encontrar seu estilo. A prova de 2019, contudo, com a mudança na penalização dos erros, alterou um pouco essa percepção, já que abriu espaço para que os candidatos arriscassem um pouco mais. Pessoalmente, eu sempre fugi das questões sobre vocabulário, pois são sempre muito capciosas, com falsos cognatos, significados próximos, porém não intercambiáveis, etc.

Em que ordem você acha aconselhável fazer as tarefas da prova de inglês de segunda fase?

Uma boa ordem é começar pela tradução, porque a língua portuguesa ainda está “fresca”. Em seguida, eu sempre gostei de ler o tema da redação e fazer um rápido “brainstorm”, porém ainda sem fazer rascunho da redação. Era algo para já me familiarizar com o tema e deixar ele no “fundo da cabeça”, sendo processado enquanto fazia o resto da prova. O resumo vem em seguida, quando já se “engata” na língua inglesa. Após o resumo, eu sempre fiz a redação e deixei a versão para o final, pois muitas vezes os textos são complicados e exigem que o candidato já esteja bem “aquecido” no idioma.

Quanto tempo você acha aconselhável reservar para cada tarefa da prova de inglês de segunda fase?

Eu sempre gostei de fazer rascunho de todas as atividades, mas isso pode ser perigoso para alguns candidatos. Tudo depende do gerenciamento de tempo de cada um e da velocidade da escrita. A tradução é geralmente uma atividade rápida, ainda mais por ser em língua portuguesa, então uns 35 minutos para fazer rascunho e passar a limpo é o suficiente. O resumo não é mais por número de palavras, mas por extensão do texto, o que pode tomar mais tempo dependendo da letra do candidato. No entanto, como há termos essenciais que já estão no texto-base e há uma lógica textual já estabelecida, gasta-se menos tempo em elaboração “original” por parte do candidato. De qualquer maneira, eu sempre gastei uns 45 minutos no total. A redação, ainda que corresponda a 50% da nota final, exige mais cuidado e, portanto, mais tempo. É justamente a parte em que escrevemos e erramos mais, onde coerência e coesão são tão importantes quanto a gramática. Reservar umas 3 horas para fazer o rascunho, revisão, passar a limpo e revisar novamente é uma boa opção. A versão eu sempre fiz em um espaço mais apertado, coisa de 30 minutos. Tradicionalmente, sempre deixei uns 10 minutos finais para fazer aquela última revisão. Isso é importantíssimo, pois sempre encontrei erros bobos que foram facilmente corrigidos e evitaram a perda desnecessária de pontos. Por fim, gostaria de mencionar que essa divisão funciona mais como um plano. Na hora da prova, algumas atividades são mais curtas ou estamos mais afiados para fazê-las em menor tempo; em outras, travamos um pouquinho em alguma coisa, é muito natural. O mais importante é manter a calma e estar atento ao relógio para não ser supreendido.

Como era seu processo para cada tarefa da prova de inglês de segunda fase?

Eu acho que na pergunta anterior faço um bom panorama do meu processo para cada tarefa da prova de segunda fase. Sempre gostei de fazer rascunhos, ainda que feitos às pressas e com uma caligrafia sofrível! Isso me tranquilizava por saber que a prova estava caminhando e que as atividades estavam praticamente prontas. Pessoalmente, sempre achei um pouco aterradora a ideia de faltar pouco tempo de prova e eu sequer ter começado alguma das atividades. Por isso, eu sempre fiz o rascunho de tudo para, então, de olho no relógio, começar a passar a limpo já ciente de que a prova estava “feita”.

Alguma dica de ouro para os candidatos?

Eu teria dicas diferentes para situações diferentes. Minha dica para quem está se preparando e encontrando dificuldades na primeira fase ou, então, já fez a segunda fase e ainda não conseguir a aprovação, é: seja persistente. É um concurso desgastante e a competição é muito acirrada, mas com ajustes e aprendendo com os erros, a aprovação é sim possível. Minha dica para o momento da prova em si é manter a calma. Os candidatos desse concurso se preparam muito e, por isso, devem estar cientes de que dispõem de grande parte do conhecimento ali exigido e de outros recursos intelectuais para encontrar soluções em momentos de maior aperto.

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