Aprovado no CACD 2019 com a nota mais alta de língua inglesa, Bruno Berrettini Camponês do Brasil fala sua preparação para as provas de inglês do CACD!

Você já tinha conhecimentos avançados da língua inglesa quando começou a estudar para o concurso?

Sim.

Qual foi a melhor maneira que você encontrou para estudar vocabulário novo e fixa-lo?

Leitura, vídeos no YouTube e podcasts.

Como você estudava collocations, em particular?

A partir das correções da professora, anotando os erros cometidos e as collocations corretas.

Que tipo de exercícios complementares aos simulados (vocabulário, gramática, tradução etc.) você acha imprescindível fazer?

Se necessário, exercícios gramaticais.

Como você se preparou para a primeira fase do exame? Apenas através da resolução de questões?

A incorporação de textos em inglês na minha rotina diária (imprensa dos EUA e do Reino Unido, principalmente) permitiu que a língua se tornasse quase automática para mim. Pouco antes do TPS, fiz curso de exercícios específicos da própria professora.

Você tinha alguma estratégia no que diz respeito a deixar respostas em branco?

Deixar em branco somente aquilo de que não tinha qualquer ideia do que responder. No mais, responder tudo o que fosse possível.

Em que ordem você acha aconselhável fazer as tarefas da prova de inglês de segunda fase?

Composition, Summary e exercícios.

Alguma dica de ouro para os candidatos?

Língua é que nem qualquer esporte ou atividade física. Só se alcança um bom resultado com muita prática. No caso de Inglês, além desse aspecto, é bom ter em mente que as provas têm um quê de Política Internacional. Por isso, a leitura de textos acadêmicos e jornalísticos da área é imprescindível. Outra dica: é melhor escrever um texto com menos palavras e expressões tidas como “chiques” e mais direto ao ponto a querer florear demais. Neste caso, corre-se o risco de produzir um texto confuso e sobretudo de usar palavras cuja collocation nada tenha a ver com as outras palavras escolhidas.

Aprovado no CACD 2019, Arthur Lomonaco Beltrame nos conta sobre sua preparação para as provas de inglês do CACD!

Você já tinha conhecimentos avançados da língua inglesa quando começou a estudar para o concurso?

Felizmente, eu já possuía uma boa base, com conhecimentos avançados da língua inglesa; a adequação ao modelo da prova, no entanto, é determinante para que, mesmo o candidato com bons conhecimentos, possa ter um bom desempenho. Entendo que não é necessário ser totalmente fluente no idioma ou algo do tipo; conhecer e entender a prova é essencial.

Qual foi a melhor maneira que você encontrou para estudar vocabulário novo e fixa-lo?

No meu caso, eu fui um usuário assíduo do Quizlet para treinar diversos aspectos da língua inglesa, entre eles questões de vocabulário. Entendo que o aprendizado e a fixação de conteúdo em idiomas estrangeiros estão muito ligados à repetição. Ferramentas como o Quizlet permitem que isso seja feito de uma maneira mais lúdica, a qualquer hora e em qualquer lugar. Por fim, para reforçar o conhecimento, uma tabela de Excel é sempre uma boa opção para listar aqueles termos e expressões mais relevantes.

Como você estudava collocations, em particular?

Collocations são importantíssimas na elaboração dos textos em língua inglesa e as correções tanto da banca examinadora quanto da Selene são bem rígidas. Mais uma vez, eu treinei bastante com os cards do Quizlet. Usar o aplicativo tornou-se quase um hobby e, naturalmente, consegui fixar uma boa parte do conteúdo ali presente. Para complementar, elaborei uma tabela de Excel com as collocations que mais utilizava em meus textos e com aquelas que tinha mais dificuldade.

Que tipo de exercícios complementares aos simulados (vocabulário, gramática, tradução etc.) você acha imprescindível fazer?

Exercícios complementares aos simulados são essenciais para o candidato ter maior tranquilidade e segurança na hora da prova. Ampliar a base do vocabulário e estar em dia com a gramática ajuda muito na elaboração de um texto mais fluido que facilite a leitura por parte do examinador. Tradução, por sua vez, exige prática e identificação das unidades de sentido e não somente dos termos em si.

Como você se preparou para a primeira fase do exame? Apenas através da resolução de questões?

Minhas preparação para a primeira fase do exame esteve sempre mais concentrada na leitura de textos de atualidades, especialmente de jornais e revistas, e na resolução de questões. Para isso, os boletins do “Politics this Week” da Selene eram uma ótima maneira de praticar a leitura e expandir o vocabulário, além do próprio conteúdo das informações, que ajudam em outras matérias, como Política Internacional ou História Mundial.

Você tinha alguma estratégia no que diz respeito a deixar respostas em branco?

Entendo que deixar respostas em branco na primeira fase é algo pessoal e cada candidato deve buscar encontrar seu estilo. A prova de 2019, contudo, com a mudança na penalização dos erros, alterou um pouco essa percepção, já que abriu espaço para que os candidatos arriscassem um pouco mais. Pessoalmente, eu sempre fugi das questões sobre vocabulário, pois são sempre muito capciosas, com falsos cognatos, significados próximos, porém não intercambiáveis, etc.

Em que ordem você acha aconselhável fazer as tarefas da prova de inglês de segunda fase?

Uma boa ordem é começar pela tradução, porque a língua portuguesa ainda está “fresca”. Em seguida, eu sempre gostei de ler o tema da redação e fazer um rápido “brainstorm”, porém ainda sem fazer rascunho da redação. Era algo para já me familiarizar com o tema e deixar ele no “fundo da cabeça”, sendo processado enquanto fazia o resto da prova. O resumo vem em seguida, quando já se “engata” na língua inglesa. Após o resumo, eu sempre fiz a redação e deixei a versão para o final, pois muitas vezes os textos são complicados e exigem que o candidato já esteja bem “aquecido” no idioma.

Quanto tempo você acha aconselhável reservar para cada tarefa da prova de inglês de segunda fase?

Eu sempre gostei de fazer rascunho de todas as atividades, mas isso pode ser perigoso para alguns candidatos. Tudo depende do gerenciamento de tempo de cada um e da velocidade da escrita. A tradução é geralmente uma atividade rápida, ainda mais por ser em língua portuguesa, então uns 35 minutos para fazer rascunho e passar a limpo é o suficiente. O resumo não é mais por número de palavras, mas por extensão do texto, o que pode tomar mais tempo dependendo da letra do candidato. No entanto, como há termos essenciais que já estão no texto-base e há uma lógica textual já estabelecida, gasta-se menos tempo em elaboração “original” por parte do candidato. De qualquer maneira, eu sempre gastei uns 45 minutos no total. A redação, ainda que corresponda a 50% da nota final, exige mais cuidado e, portanto, mais tempo. É justamente a parte em que escrevemos e erramos mais, onde coerência e coesão são tão importantes quanto a gramática. Reservar umas 3 horas para fazer o rascunho, revisão, passar a limpo e revisar novamente é uma boa opção. A versão eu sempre fiz em um espaço mais apertado, coisa de 30 minutos. Tradicionalmente, sempre deixei uns 10 minutos finais para fazer aquela última revisão. Isso é importantíssimo, pois sempre encontrei erros bobos que foram facilmente corrigidos e evitaram a perda desnecessária de pontos. Por fim, gostaria de mencionar que essa divisão funciona mais como um plano. Na hora da prova, algumas atividades são mais curtas ou estamos mais afiados para fazê-las em menor tempo; em outras, travamos um pouquinho em alguma coisa, é muito natural. O mais importante é manter a calma e estar atento ao relógio para não ser supreendido.

Como era seu processo para cada tarefa da prova de inglês de segunda fase?

Eu acho que na pergunta anterior faço um bom panorama do meu processo para cada tarefa da prova de segunda fase. Sempre gostei de fazer rascunhos, ainda que feitos às pressas e com uma caligrafia sofrível! Isso me tranquilizava por saber que a prova estava caminhando e que as atividades estavam praticamente prontas. Pessoalmente, sempre achei um pouco aterradora a ideia de faltar pouco tempo de prova e eu sequer ter começado alguma das atividades. Por isso, eu sempre fiz o rascunho de tudo para, então, de olho no relógio, começar a passar a limpo já ciente de que a prova estava “feita”.

Alguma dica de ouro para os candidatos?

Eu teria dicas diferentes para situações diferentes. Minha dica para quem está se preparando e encontrando dificuldades na primeira fase ou, então, já fez a segunda fase e ainda não conseguir a aprovação, é: seja persistente. É um concurso desgastante e a competição é muito acirrada, mas com ajustes e aprendendo com os erros, a aprovação é sim possível. Minha dica para o momento da prova em si é manter a calma. Os candidatos desse concurso se preparam muito e, por isso, devem estar cientes de que dispõem de grande parte do conhecimento ali exigido e de outros recursos intelectuais para encontrar soluções em momentos de maior aperto.

Aprovado no CACD 2019, Jonathan de Assis Paz Braga fala sobre como se preparou para as provas de inglês do CACD!

Você já tinha conhecimentos avançados da língua inglesa quando começou a estudar para o concurso?

Comecei a fazer um curso regular de inglês aos 15 anos, no Centro Interescolar de Línguas de Brasília, que é uma escola de idiomas pública no Distrito Federal. Apesar da qualidade de muitos professores e da metodologia de ensino, encerrei o curso com grandes problemas estruturais que fizeram muita falta ao longo da minha graduação (Relações Internacionais – UnB) e da experiência internacional em país de língua inglesa (Estados Unidos – 6 semanas). Acredito que meu conhecimento da língua inglesa era intermediário quando iniciei meus estudos para o concurso, mas consegui avançar bastante também com outro curso de inglês voltado ao CACD, embora sentisse que muitos dos problemas iniciais permaneciam.

Qual foi a melhor maneira que você encontrou para estudar vocabulário novo e fixa-lo?

Inicialmente eu seguia a forma mais automática de achar uma palavra diferente e anotar o significado (no caderno ou no texto mesmo), o que permitiu que eu fixasse alguns vocabulários, mas esquecesse a maioria. Depois passei a usar o modelo de banco de palavras disponibilizado pela Selene, o que representou um avanço significativo. A melhor maneira que encontrei foi utilizar o “Anki” tanto para novos vocabulários quanto para novas estruturas. Eu estudava esses cards diariamente, dependendo da facilidade que tinha para lembrar o uso de determinada palavra e seu significado (utilizei esse modelo também para palavras que eu achava que conhecia, mas que percebi que não utilizava da melhor forma). Além disso, o estudo do “Vocabulando Workbook” contribuiu muito para que eu compreendesse melhor a lógica da língua inglesa, algo que pode ser natural para alguns, mas foi uma dificuldade para mim.

Como você estudava collocations, em particular?

Sempre tive muita dificuldade com collocations, pois era uma lógica um pouco estranha para mim. A forma que encontrei de minimizar essa dificuldade foi com o uso do “Anki”, com a função “omissão de palavras”. Assim, eu sempre colocava a palavra e omitia o termo seguinte; junto com essa omissão, eu escrevia também um exemplo, para que fixasse melhor o sentido que aquela palavra carregava ao ser utilizada com determinada preposição ou outro termo, especialmente se considerarmos que muitas palavras têm sentidos diferentes, dependendo do termo que a acompanha (pode parecer bem lógico, mas percebi que caía muito na ilusão de “já conhecer aquela palavra” e ignorava a possibilidade de outros significados, mesmo com palavras muito recorrentes).

Que tipo de exercícios complementares aos simulados (vocabulário, gramática, tradução etc.) você acha imprescindível fazer?

Acho que o mais importante é manter um contato muito frequente com a língua. Eu fiz muitos cards no “Anki” (não é propaganda, mas utilizei muito essa ferramenta) com exercícios de tradução, uso de collocations, tradução de palavras novas, reescritura de trechos com erros na composition e no summary e tudo o que era possível colocar lá. Depois praticava diariamente e não deixava acumular os cards das línguas. Além disso, escutava o Global News Podcast da BBC todos os dias: eu focava na língua, não nos fatos apresentados.

Como você se preparou para a primeira fase do exame? Apenas através da resolução de questões?

Eu fiz e refiz as provas anteriores e mantinha um acompanhamento da pontuação atingida em cada resolução. Fiz também análises do percentual de acertos a observava qual parte estava com mais dificuldade. Além das provas, resolvia também questões do curso da Selene e aproveitei os aprendizados de outros cursos que fiz.

Você tinha alguma estratégia no que diz respeito a deixar respostas em branco?

Sempre tentei deixar o mínimo possível. Inicialmente isso pesou muito para diminuir minha nota, mas com mais tempo de estudo eu passei a errar menos os “chutes”. Só deixava em branco itens que eu realmente não tinha a menor ideia de como pensar em uma resposta objetiva.

Em que ordem você acha aconselhável fazer as tarefas da prova de inglês de segunda fase?

Sempre fiz na seguinte ordem: tradução, versão, composition e summary. Este ano tive que mudar um pouco, pois demorei mais do que esperava na tradução, então fiz a tradução primeiro, depois a composition, o summary e a versão. A versão foi a única que fiz diretamente na folha de resposta, já que não teria tempo para fazer rascunho.

Quanto tempo você acha aconselhável reservar para cada tarefa da prova de inglês de segunda fase?

O ideal, com base na minha experiência do último concurso, seria fazer a tradução e a versão em 1h30, a composition em 2h15 e o summary em 1h15.

Como era seu processo para cada tarefa da prova de inglês de segunda fase?

Nas traduções, eu lia o texto uma primeira vez e identificava trechos que demandariam um pouco mais de esforço para fazer uma tradução o mais idiomática possível e que mantivesse as informações iniciais. Em seguida, eu fazia um rascunho da resposta e conferia para evitar deixar palavras ou frases de fora, o que já aconteceu comigo durante o curso. Em 2019, eu não consegui fazer um rascunho da versão, pois tive que fazer diretamente na folha de respostas e durante os últimos 30 minutos de prova. Na tradução eu fiz o rascunho, fiz uma leitura rápida para verificar a adequação idiomática e já passava para a folha de resposta. O summary eu fiz da seguinte forma: fiz uma leitura preliminar, para me acostumar com as informações básicas e identificar trechos que eu deveria dar mais atenção para compreender as informações presentes; depois comecei uma segunda leitura e grifei as informações que deveriam estar presentes no resumo; o próximo passo foi focar nos trechos e palavras sublinhadas e rascunhar meu resumo; por fim, eu lia meu esboço de resumo, eliminava os erros que conseguia identificar e passava para a folha de respostas, fazendo ajustes de estrutura e de organização, quando necessários. A composition eu começava escrevendo no topo da página qual a pergunta que deveria ser respondida, conforme o comando da questão, depois eu escrevia a frase que iniciaria meu texto (pensava em uma frase genérica e que introduzisse o tema a ser abordado) e, em seguida, eu escrevia um esboço da minha “thesis statement”, pois eu precisaria fazer ajustes após definir o que seria abordado em cada parágrafo do desenvolvimento. Após definir os parágrafos de argumento (com as respectivas “topic sentences”) eu finalizava a tese e começava a escrever o rascunho da minha redação. Com o rascunho finalizado, eu busquei concluir o texto com uma referência à tese e aos parágrafos argumentativos, corrigi os erros formais que conseguia identificar e passava para a folha de respostas. Em nenhum momento eu me preocupei com o uso de “fancy structures”, eu busquei simplificar ao máximo e, quando identificava uma oportunidade de usar um vocabulário ou expressão que aprendi, busquei adequar essas expressões ao meu texto, não o contrário.

Alguma dica de ouro para os candidatos?

Recomendo dar mais atenção ao quesito “organização do texto e desenvolvimento do tema” antes de focar tanto na parte formal, pois um texto mal estruturado prejudica muito a capacidade de reduzir os erros formais. Não quero dizer que um quesito é mais importante que o outro, mas, no meu caso, só consegui avançar na parte formal após melhorar a organização do meu texto. Além disso, recomendo cercar-se de pessoas que contribuam para o seu avanço nos estudos, pessoas que estão realmente comprometidas com a aprovação e que podem te ajudar muito no processo de auto-conhecimento (no sentido de identificar o que funciona melhor para você tanto no que se refere a técnicas de estudos quanto nas escolhas que fazemos ao longo da preparação).

Aprovado em segundo lugar no CACD 2019, Taciano Zimmermann nos conta sobre sua preparação para as provas de inglês do CACD!

Você já tinha conhecimentos avançados da língua inglesa quando começou a estudar para o concurso?

Não. Eu tinha um inglês intermediário. Como nunca fiz curso regular do idioma, daqueles extensivos que duram anos, aprendi muito por iniciativa própria. Depois, incorporei aulas particulares, oportunidades de conversação e experiências no exterior, ainda que breves. Meu contato com a língua, em todo caso, foi mais por meio de vocabulário formal. Por ler bastante em inglês, eu compreendia melhor um texto acadêmico ou jornalístico que um diálogo de rua. A preparação para o CACD me deu a oportunidade de preencher lacunas gramaticais e lexicais importantes e de melhorar a qualidade da minha escrita.

Qual foi a melhor maneira que você encontrou para estudar vocabulário novo e fixa-lo?

Eu gostava sobretudo de ler livros e textos em inglês. O Kindle foi bastante útil, porque bastava um toque na tela para consultar o significado de palavras que eu não entendia. Eu também lia muitos artigos da The Economist e de outros periódicos, que, além de me auxiliarem em política internacional, continham sempre vocabulário novo e ideias para melhoria de estilo. Usei flashcards também. Embora não fosse tão metódico em relação a isso, memorizei diversas palavras e expressões com a ajuda deles.

Como você estudava collocations, em particular?

A Selene foi quem me chamou atenção explícita ao problema das collocations. Até então, eu me guiava muito pela sonoridade da frase e pela familiaridade da expressão. O que me soava idiomático eu utilizava. Creio que a memória é um processo de associação que pode se consolidar por vários caminhos. A musicalidade da linguagem é, no meu caso, uma das formas mais eficientes de fazer associações. Com o auxílio da Selene, porém, comecei a anotar em flashcards as collocations que eu não acertava, para futura revisão. Ela me abriu os olhos para o fato de que a gente aprende o idioma em “chunks of language” (grupos de palavras, expressões), não em palavras isoladas. Isso me fez ver o aprendizado de outra forma e melhorou muito minhas habilidades de compreensão e escrita.

Que tipo de exercícios complementares aos simulados (vocabulário, gramática, tradução etc.) você acha imprescindível fazer?

Leitura, para mim, foi imprescindível. Foi incorporando em mim o estilo de escrita esperado. Mas, como eu tinha essa coisa da memorização pela musicalidade, foi extremamente útil também eu ter mantido experiências de conversação e ouvido vários podcasts e programas em inglês. Não sei se é indispensável para todo mundo, mas creio que foi no meu caso. Diversas vezes me peguei ouvindo discursos do Obama e de outras personalidades no YouTube, por exemplo, entre um ciclo de estudo e outro. As estruturas que eles usavam ficavam na minha mente depois. E eu sempre gostei de cantar e ouvir músicas em inglês também, o que não é bem um exercício para a prova, mas talvez ajude.

Como você se preparou para a primeira fase do exame? Apenas através da resolução de questões?

Basicamente por aquisição e memorização de vocabulário, leitura extensiva e treino específico, sob orientação.

Você tinha alguma estratégia no que diz respeito a deixar respostas em branco?

Em 2018, quando uma errada anulava uma certa, deixei 10% da prova em branco e passei no TPS. Em 2019, a penalização pelo erro caiu pela metade, o que me levou a não deixar nada em branco. Passei também. Se fizesse a prova novamente hoje, porém, é bem provável que eu deixasse entre 1%-5% em branco, nas questões em que não faço absoluta ideia do que se trata.

Em que ordem você acha aconselhável fazer as tarefas da prova de inglês de segunda fase?

Antes de falar o que funcionou para mim, acho que o melhor conselho é que não tem receita única. No meu caso, entendi que funcionava melhor fazer resumo, redação, tradução e versão, nessa ordem. Eu tinha a ideia de que ler o texto do resumo me ativava o inglês e me deixava mais idiomático na hora da redação. Meu lado ansioso também queria terminar primeiro os dois exercícios mais complexos, que, para mim, são o resumo e a redação, para depois ir para os menos complexos. Eu entendia que a tradução e a versão eram os únicos que eu poderia eventualmente fazer com mais pressa sem me prejudicar tanto.

Quanto tempo você acha aconselhável reservar para cada tarefa da prova de inglês de segunda fase?

Eu não era tão cartesiano, mas, por cima, reservava 1h15 para o resumo, 2h30 para a redação e 1h15 para tradução e versão (mas dá para fazer em 1h ou 50min caso os dois primeiros tomem mais tempo que o esperado). Entretanto, tenha em mente que, na hora da prova, você só é informado do tempo de 1 em 1 hora, ou seja, dificilmente vai saber se já passou 1h15 ou 1h30.

Como era seu processo para cada tarefa da prova de inglês de segunda fase?

No resumo, eu lia o texto uma vez inteiro sem parar. Depois, ia sublinhando e separando as ideias principais de cada parágrafo, para então estruturar o que seria meu texto. Com a prática, fui tornando meu início do resumo mais padronizado. Na redação, eu usava bastante tempo (talvez 40-50min) para pensar em uma tese, estruturar os parágrafos (com tópico frasal, argumentos e exemplos) e escrever uma boa introdução. Rascunhava apenas a introdução. O restante escrevia direto. Não sei até hoje se foi a melhor estratégia, mas foi o suficiente. Na tradução e na versão, eu lia os textos inteiros e sublinhava as partes mais difíceis, sobre as quais precisaria pensar com mais calma. Então, sem fazer rascunho, ia escrevendo frase a frase, depois de montá-las na cabeça.

Alguma dica de ouro para os candidatos?

Não acho que sejam de ouro, mas deixo alguns aprendizados pessoais. Reavalie constantemente a si mesmo e o seu processo de estudos. Mude quando estiver desconfortável ou com rendimento baixo. Seja sincero a respeito dos seus pontos fracos e dê atenção especial a eles. Não exija de si mesmo mais do que você pode dar: cada um tem seu ritmo. Por mais clichê que seja, apaixone-se pelo processo de aprendizado, sem pensar tanto no resultado. Caminhe mesmo quando não houver caminho. E separe um tempo para descansar.

Aprovado em terceiro lugar no CACD 2019, Luiz Carlos Keppe Nogueira nos conta sobre sua preparação para as provas de inglês do CACD!

Você já tinha conhecimentos avançados da língua inglesa quando começou a estudar para o concurso?

Meus conhecimentos eram intermediários. Havia tido a oportunidade de estudar em boas escolas de idiomas por alguns anos e de fazer algumas viagens internacionais breves nas quais aprimorei o uso da língua inglesa. Ao fazer os primeiros simulados, contudo, percebi que havia uma grande distância entre o nível que eu tinha e o que é necessário para a aprovação. Isso me estimulou a dar especial importância aos estudos de língua inglesa nos primeiros anos de preparação.

Qual foi a melhor maneira que você encontrou para estudar vocabulário novo e fixa-lo?

Para mim, o que funcionou melhor foi fazer flashcards em sites como o quizlet. Na frente do cartão, eu colocava a palavra em inglês; atrás, seu significado e uma frase exemplificativa em inglês com um espaço em branco no lugar dessa palavra. Eu, então, estudava repetidamente esses cartões, seja começando com a parte da frente e tentando adivinhar o significado, seja fazendo o inverso. Além disso, li e reli algumas vezes os verbetes que considerei mais importantes do livro “Vocabulando”, de Isa Mara Lando.

Como você estudava collocations, em particular?

Também fiz flashcards para collocations. Procurei separar aquelas mais relacionadas aos temas e ao estilo de escrita do CACD.

Que tipo de exercícios complementares aos simulados (vocabulário, gramática, tradução etc.) você acha imprescindível fazer?

Penso que a melhor estratégia é fazer uma lista de erros cometidos nos simulados, separando-os por temas, e então buscar os exercícios correspondentes. De modo mais geral, eu recomendaria exercícios sobre preposições e conectores.

Como você se preparou para a primeira fase do exame? Apenas através da resolução de questões?

Procurei ler trechos de obras de diversas áreas do conhecimento (filosofia, literatura etc.), de modo a manter a fluência da leitura e da compreensão de textos mais densos e estruturalmente mais complexos. Acredito que meu foco na fixação de vocabulário também favoreceu meu desempenho nessa fase.

Você tinha alguma estratégia no que diz respeito a deixar respostas em branco?

Eu não deixava nenhuma questão em branco na prova toda, o que é uma estratégia incomum. Depende muito da confiança que se tem em ‘chutar’ as respostas. Com base nas conversas que tive com outros candidatos aprovados, não recomendaria deixar muito mais que 20 itens em branco na prova.

Em que ordem você acha aconselhável fazer as tarefas da prova de inglês de segunda fase?

A ordem que escolhi era resumo, redação, tradução e versão. Meu melhor desempenho relativo era no resumo e meu pior na versão, o que influenciou essa escolha.

Quanto tempo você acha aconselhável reservar para cada tarefa da prova de inglês de segunda fase?

1h15 pro resumo, 2h30 pra redação e as 1h15 restantes para a tradução e versão.

Como era seu processo para cada tarefa da prova de inglês de segunda fase?

No caso do resumo, eu grifava as principais ideias do texto e procurava estruturá-la em 3 parágrafos antes de começar a redigir o texto. Na redação, meu foco era seguir uma estrutura bem organizada, com introdução, 2 ou 3 parágrafos (cada um com um argumento sólido e um exemplo coerente) e conclusão. A primeira coisa que eu fazia era um ‘esquema’ dessa estrutura, com os argumentos e os exemplos que eu desenvolveria no texto.  Quanto à escrita, eu procurava redigir frases diretas e objetivas, evitando o rebuscamento desnecessário, mas sem deixar de reconhecer a importância de palavras e expressões capazes de tornar o texto mais rico. No que diz respeito à tradução e à versão, o esforço era o de buscar sempre um texto idiomático, o que demanda focar mais na estrutura das orações e na relação entre os vocábulos e menos nas palavras “soltas”.

Alguma dica de ouro para os candidatos?

Além de estudar com comprometimento, cuide do corpo e da saúde mental, preze pela rede de apoio formada pelos familiares e amigos e evite vincular seu valor pessoal e sua autoestima à aprovação nessa ou em qualquer prova. Boa sorte!

Aprovado no CACD 2018, Cauê Rodrigues Pimentel também nos conta um pouco sobre suas estratégias para as provas de língua inglesa!

1.       Você já tinha conhecimentos avançados da língua inglesa quando começou a estudar para o concurso?

Sim.  Estudei durante o colegial em uma escola de idiomas local, em minha cidade natal. Depois disso, fiquei anos a fio sem aulas de inglês, mas, por causa da pós-graduação, meu uso da língua era praticamente diário. Além disso, vivi cinco meses nos EUA, fazendo parte da minha pós-graduação em Washington. É importante ressaltar, contudo, que o CACD exige uma preparação especial, voltada para as características peculiares da prova; assim, o “background” na língua ajuda enormemente, mas ele não basta para garantir um bom desempenho, sobretudo na Terceira Fase.

2.       Qual foi a melhor maneira que você encontrou para estudar vocabulário novo e fixa-lo?

Ler, ler, ler. Lia muitos artigos – acadêmicos e jornalísticos -, além de estudar parte da bibliografia do CACD em inglês (por exemplo, li as “Eras” de Hobsbawm em inglês). Além de ler, é importante anotar: manter um pequeno caderno com vocabulário que pode ser útil na prova e, de tempos em tempos, repassar esse vocabulário, para poder fixá-lo. Confiar apenas na memória, ainda mais em um concurso que possui um volume colossal de informações, é, seguramente, uma estratégia falha.

3.       Como você estudava collocations, em particular?

Da mesma forma que o vocabulário: lendo, anotando e revisando, periodicamente, as collocations. As correções das tarefas de inglês também eram fundamentais nesse aspecto: ajudavam a corrigir imprecisões e a testar collocations que poderiam funcionar em uma situação de prova. Mais do que decorar “fancy collocations” é importante ter segurança em utilizar collocations que favoreçam a clareza e a inteligibilidade do texto, além, é claro, da naturalidade da língua.

4.       Que tipo de exercícios complementares aos simulados (vocabulário, gramática, tradução etc.) você acha imprescindível fazer?

Algo que me ajudou na prova de 2018 foi a leitura de edições bilíngues de clássicos da literatura. Essa dica vale não só para o inglês, mas também para os outros idiomas. As tarefas de tradução/versão tem alcançado níveis muito altos de exigência; assim, ler e estudar por edições bilíngues constitui, ao meu ver, um excelente exercício que abrange diversas competências que serão exigidas na terceira fase. De resto, não há segredo: o mais importante é praticar constantemente cada um dos exercícios e sempre revisar, com calma e paciência, as correções. Uma estratégia que utilizei, em 2018, foi reescrever as redações após receber as correções da Selene; acredito que esse método me ajudava a fixar estruturas, construções frasais e, principalmente, evitar a repetição de erros. Por fim, creio que mesmo que a Terceira fase esteja longe, é sempre importante manter uma rotina de exercícios dissertativos. Jamais deixe para estudar para as línguas apenas após a Primeira fase.

5.       Como você se preparou para a primeira fase do exame? Apenas através da resolução de questões de interpretação de texto no formato das questões do CESPE?

Resolvi, diversas vezes, as provas antigas do TPS. Com o passar do tempo, no entanto, esses exercícios começam a ficar “viciados”, e muitas vezes você acerta itens difíceis por meio da memória passiva dos gabaritos. Por esse motivo, quando foi publicado o edital, acabei realizando alguns simulados de Primeira fase com a Selene, para refrescar a memória. Eles me ajudaram muito, fosse pela qualidade dos textos selecionados, fosse pela semelhança lógica entre os exercícios propostos por ela e os exercícios do TPS. À parte disso, estudava mais pensando na Terceira Fase e isso acabava refletindo, positivamente, na nota de Primeira Fase. Mas ressalto que essa estratégia parece funcionar (ou funcionou, pelo menos, para mim) em inglês, mas pode ser fatal em relação às outras disciplinas, como HB, PI, GEO, etc.

6.       Você tinha alguma estratégia no que diz respeito a deixar respostas em branco?

Sempre reservei os itens em branco para as questões de vocabulário. Se você não conhecer a palavra em questão, o chute é muito arriscado. São poucos os casos em que é possível inferir o significado preciso (um exemplo é quando a banca oferece quatro possíveis traduções – quatro itens – para uma única palavra; nesse caso, é possível, por meio da inferência lógica, eliminar pelo menos um ou dois itens como certo ou errado). Dou um exemplo prático: no TPS de 2018, deixei quatro itens em branco na prova de inglês; todos eram de vocabulário. Há, também, algumas questões de interpretação que são bastante ambíguas; nesses casos, é preciso ponderar se vale a pena ou não chutar (em geral, eu acabava arriscando nesses itens e, caso houvesse possibilidade, enviava extensos recursos pós-prova).

7.       Em que ordem você acha aconselhável fazer as tarefas da prova de inglês de segunda fase?

Sempre fiz na mesma ordem: primeiro, o Summary (que ajuda a por as engrenagens do inglês em movimento); em segundo lugar, composition; depois, a tradução Inglês-Português; por fim, a versão Português-Inglês,

8.       Quanto tempo você acha aconselhável reservar para cada tarefa da prova de inglês de segunda fase?

Summary: em torno de 1 hora. Em 2018, o summary foi um pouco mais longo que o usual. Isso pode atrapalhar (como me atrapalhou) na organização do tempo.

Composition: duas horas e meia. Jamais consegui fazer em menos tempo que isso.

Tradução: 45 minutos

Versão: 45 minutos (ou o tempo que sobrar). A Versão tem se tornado o exercício mais difícil da prova e, aparentemente, aquele no qual a média das notas cai vertiginosamente, mesmo entre os aprovados. Assim, pensando pragmaticamente, se tiver que sacrificar algum tempo, no dia da prova, sacrifique o tempo da versão

9.       Como era seu processo para cada tarefa da prova de inglês de segunda fase?  

Summary: lia o texto, grifando e fazendo anotações laterais nos cantos da prova. Fazia um pequeno resumo da introdução, apenas. Os outros parágrafos escrevia sem rascunho, da maneira mais clara e objetiva possível, sem firulas e sem vocabulário rebuscado

Composition: leitura atenta do enunciado. Depois, montava uma rápida estrutura de cada parágrafo, enumerando duas ou três ideias gerais por parágrafos. Finalmente, fazia o rascunho da composition e passava a limpo (houve casos em que, por falta de tempo, escrevi a conclusão sem rascunho)

Tradução (Inglês-Português): lia o texto e circulava aquelas palavras mais capciosas, já anotando possibilidades de tradução. Nesse exercício não fazia rascunho. Passava direto a limpo e preferia, ao final, reler duas ou três vezes para corrigir erros de morfossintaxe. A maior preocupação, nesse caso, é manter o registro literário do texto original: no caso de 2018, por exemplo, era importante manter a qualidade da prosa, fazer com que a tradução soasse, ao final, como algo esteticamente literário.

Versão (Português-Inglês): lia rapidamente e depois fazia um breve rascunho. Muitas vezes, há palavras ou trechos difíceis de serem traduzidos; nesses casos, saltava essas partes (para não perder tempo demais) e tentava garantir, acima de tudo, que o texto fosse coerente e inteligível na língua inglesa (acredito que, enquanto a tradução deve prezar pela qualidade literária, a versão deve prezar pela inteligibilidade das informações do texto, sem grandes rebuscamentos).

10.   Alguma dica de ouro para os candidatos?

Keep it simple! A prova de inglês (assim como o CACD, em geral) parece, à primeira vista, uma prova hermética de erudição. Com o tempo – e muito treino (como a Selene me demonstrou) – você começa a compreender que, no fim das contas, o que realmente conta é a capacidade de passar informações corretas, de maneira clara, objetiva e que, sobretudo, respeite a estrutura do idioma estrangeiro. A prova exige certo refinamento, mas essa elegância não está no uso de palavras complexas ou construções pretensamente “fancy”, e, sim, na capacidade de apresentar um inglês limpo, com o menor número de erros possíveis e que transmita informações de modo claro. Pense duas vezes antes de usar estruturas ou vocabulários sofisticados e só os use se forem necessários; uma prova cheia desses elementos acaba passando um artificialismo que – garanto – não vai enganar a banca.

A segunda dica é ainda mais corriqueira: treine e leia muito! Familiarize-se com o idioma; tente usá-lo cotidianamente. No CACD, não há outro caminho para o sucesso.

Aprovado no CACD 2018, Victor Born Portella comenta como organizou seus estudos de língua inglesa para o concurso. As perguntas foram elaboradas por alunos meus e generosamente respondidas pelo Victor. Espero que suas valiosas dicas de estudos possam ajudar outros candidatos com as provas de língua inglesa do CACD!

1.       Você já tinha conhecimentos avançados da língua inglesa quando começou a estudar para o concurso?

Sim, já havia vivido nos EUA por mais de 1 ano. Antes, havia feito curso completo de inglês. Mas faltava uma prática mais rigorosa na escrita.

2.       Qual foi a melhor maneira que você encontrou para estudar vocabulário novo e fixá-lo?

Na realidade, não foquei tanto em vocabulário. Achava que era um trabalho pouco eficiente, em razão das poucas chances de “acertar” palavras tanto na tradução quanto nas provas de primeira fase.

Acho que isso pode ter sido um erro. Vejo que amigos que se dedicaram ao vocabulário – particularmente via flashcards – obtiveram resultados superiores na tradução (não sei se na primeira fase).

No ano de aprovação, tomei ciência disso, mas não consegui fazer muito, porque entendia que já não havia tempo hábil para esse trabalho que é de longo prazo.

Lembre-se que eu já detinha um vocabulário bem razoável. Então, também não era que ficasse usando palavras bobas. Sempre li bastante em inglês.

3.       Como você estudava collocations, em particular?

Tentava utilizá-las nas compositions. A melhor forma de memorização é, sem dúvida, o flashcard. Talvez uma segunda seja tentar associá-las a situações reais, coisas que tenham alguma afinidade com sua vida etc. Às vezes uma palavra pode soar bem, te lembrar alguma coisa, por quê não usar isso a seu favor?

4.       Que tipo de exercícios complementares aos simulados (vocabulário, gramática, tradução etc.) você acha imprescindível fazer?

Acho que a leitura constante é bastante útil. Uma leitura de artigos válidos, por exemplo, para PI, com atenção redobrada para termos interessantes (Foreign Affairs, The Economist). Acho que vale ler com uma lente própria para a prova de inglês, enfatizando menos o conteúdo, mas tomando nota de estrutura e palavras.

5.       Como você se preparou para a primeira fase do exame? Apenas através da resolução de questões de interpretação de texto no formato das questões do CESPE?

Fazia apenas as questões das provas antigas. Não me dedicava muito à primeira fase, porque tinha deficiências mais sérias. Em geral, nos TPSs que fiz, fui bem em inglês na primeira fase. Se me lembro bem, meu desempenho em 2018, na primeira fase, em inglês, fui um pouco inferior ao meu histórico na prova. Não sei se houve mudança no tom da prova de 2018 ou se foi mesmo falta de prática. Talvez um pouco dos dois?

6.       Você tinha alguma estratégia no que diz respeito a deixar respostas em branco?

Em geral, gostava de deixar entre 10 e 25 itens em branco, somando provas da manhã e tarde. Na prática, acabava marcando bastante, porque confiava na minha intuição na prova.

Há histórias de boas notas com mais de 40 itens em branco. Há histórias com ótimas pontuações marcando tudo.

Acho que cada pessoa deve testar, nas provas antigas, o que melhor funciona. Lembrem-se, candidatos experientes, que a sua intuição não é pura,  mas “contaminada” pelas provas antigas e isso é bom (se você não fez os TPS antigos, faça já!). A sua intuição pode apontar para a resposta certa. Por isso, eu acabo marcando muito mais do que deixando em branco.

7.       Em que ordem você acha aconselhável fazer as tarefas da prova de inglês de segunda fase?

Essa é pergunta difícil, novamente pessoal. Recomendo testar.

Uma parte importante é o “mecanismo” que existe dentro de nós para passar de língua para outra. Uma ideia é começar no summary, te leva a uma leitura em inglês, que ativa o inglês. A partir daí, você pode pegar a composition. Daí, pegar uma das traduções. Uma das vantagens é terminar rapidamente a composition, a parte mais importante, difícil e arriscada, na minha opinião.

Outra ideia é fazer o inverso. Começar escrevendo em português, lendo em inglês, com a tradução do inglês para o português. Daí seguir para outras tarefas.

Talvez a melhor estratégia seja começar por onde você se sente mais confiante. Essa confiança pode guiar o restante da prova. No meu caso, era o summary.

Professora Selene tem ótimas soluções para essa questão. Me ajudaram bastante no treinamento.  Mas é sempre algo pessoal, que deve ser bem testado antes.

8.       Quanto tempo você acha aconselhável reservar para cada tarefa da prova de inglês de segunda fase?

O tempo é bem confortável em inglês e deve ser usado ao máximo! Até porque dia seguinte não tem prova. Não acho boa estratégia sair rápido da sala. Use todos os minutos.

Creio que a tarefa mais difícil é a composition (Ver abaixo processo). 2 horas para composition, pelo menos, me parece o ideal. Talvez 2hs e 30min.

Summary requer uma leitura atenta e, também, a partir de 2018, pede número considerável de palavras. Sugiro 1 hora. Talvez 1h e 15min.

Daí, o tempo restante deve/ pode ser dedicado a traduções e o que sobrar com revisões de todas as tarefas, em especial, na minha opinião, da composition.

9.       Como era seu processo para cada tarefa da prova de inglês de segunda fase? 

Composition: leitura atenta da questão (desconstruir os pedidos) / bullet-points esquema / um rascunho muito bem feito com base no esquema / revisão do rascunho / redação cuidadosa / revisão da redação. Se der, revisar de novo! (evite rasuras – a aparência importa. Não fui bem nesse quesito…)

Summary: leitura rápida / leitura atenta anotando os pontos importantes de cada parágrafo / esquema sucinto dos pontos importantes, associando os temas comuns, para fazer summary com menos parágrafos do que o texto original/ redação atenta / revisão cuidadosa.

Traduções leitura geral / reflexão sobre tom da tradução / redação cuidadosa, palavra a palavra. (acatei a sugestão da Selene de perder tempo sublinhando nada. Não vale a pena. Perda de tempo.)

10.   Alguma dica de ouro para os candidatos?

Como as respostas acima dão a entender, acho que vale muito desconstruir a provas nas suas menores partes e pensar como se aprimorar em cada uma delas. Exemplo: o que é uma introdução? Qual é a minha melhor introdução? Como repeti-la sem estar inspirado? Teste alguma solução. Se falhar, tente outra.

Se torne obcecado com seus erros e, mais ainda, com as soluções para esses erros. Teste tudo antes da prova.

Falando em erros, algo que fiz errado – várias vezes – foi tentar “encantar a banca” com palavras/expressões legais que conhecia. Se você não estiver muito seguro, não faça isso! Vai no básico. Vai no conhecido. é difícil resistir a isso, mas recomendo fortemente. Você tem muito pouco a ganhar e um ponto a perder, pelo menos.