Observar com cuidado as palavras que são escolhidas pelo autor de um texto pode nos dar indicações do que o autor quer dizer – e consequentemente do que ele não quer dizer. Para isso, é preciso que o leitor perceba não só as ideias do texto, mas com que palavras e expressões o texto é escrito. Isso é essencial porque quando o leitor observa esse tipo de detalhe, ele consegue fazer inferências válidas.

Mas o que significa fazer inferências? Inferências são conclusões às quais chegamos com base no raciocínio, em fatos ou evidências. Boas inferências dependem de uma boa observação das palavras escolhidas pelo autor e podem ajudar a determinar o que o autor quer dizer, ainda que isso não esteja expresso no texto de forma clara. No post passado, quando falamos sobre a importância de identificar o ponto de vista adotado pelo autor, acabamos fazendo inferências: presumir como o autor gostaria de ser percebido – ou que tipo de relação ele pretende estabelecer entre o leitor e suas ideias – com base no ponto de vista adotado é fazer uma inferência válida.

Proponho o seguinte exercício, do livro “Reading Comprehension Success”, para que entendamos melhor a importância da escolha das palavras por parte do autor e como podemos fazer inferências a partir dessa escolha:

Test your observation skills on these two sentences:

A. The town’s new parking policy, which goes into effect on Monday, should significantly reduce traffic congestion on Main Street.

B. The town’s draconian new parking policy, which goes into effect on Monday, should significantly reduce traffic congestion on Main Street.

É óbvio que a única diferença entre as duas frases é a palavra “draconian” (=”extremely severe”). Mas o que o uso dessa palavra tão específica nos revela?

What does sentence B tell you that sentence A doesn’t?

a. what type of policy is being discussed

b. how the writer feels about the policy

c. when the policy begins

A resposta correta é a alternativa B. Ao escolher usar a palavra “draconian”, o autor sugere que é assim que ele se sente em relação a essa nova medida. Sua opinião, dessa forma, pode ser inferida por sua escolha de palavras (sua diction).

Agora imaginemos, como ainda propõe o mesmo livro, que a frase A tivesse um outro adjetivo:

The town’s firm new parking policy, which goes into effect on Monday, should significantly reduce traffic congestion on Main Street.

Agora as frases querem dizer a mesma coisa? Sim e não. Ambos “firm” e “draconian” querem dizer que a medida é severa, mas “draconian” sugere que ela é mais severa, e além disso injusta. Isso quer dizer que mesmo que duas palavras sejam sinônimas, elas podem ter níveis diferentes de significado, e isso se chama em inglês connotation. Se denotation é o significado da palavra como dado pelo dicionário, connotation é o significado implícito, um significado que tem um registro social ou emocional, ou ainda que sugere alguma noção de gradação. Assim, a escolha da palavra não revela apenas o que ela significa, mas possibilita fazer inferências sobre as intenções e os sentimentos do autor.

Cheers!

Até agora, nos posts sobre Reading Comprehension, lidamos com situações quase que ideiais nas quais as ideias e as intenções dos autores estavam claramente expressas no texto. Sabemos, entretanto, que nem sempre isso acontece – especialmente em se tratando de um exame com o nível de exigência do CACD. E então, o que podemos fazer para compreender o que o autor está dizendo em um texto?

Não importa quão críptico um texto possa parecer, o autor sempre deixa pistas para que o leitor consiga compreender o que ele quer dizer. Essas pistas podem ser linguísticas ou estilísticas, ou seja, elas podem estar nas palavras usadas pelo autor, ou no tipo de linguagem que o autor adota. Seguindo a sugestão do já mencionado livro “Reading Comprehension Success”,  há alguns elementos nesse sentido que merecem nossa atenção, exatamente por serem elementos que criam significado para o leitor: ponto de vista, escolha de palavras e tom. Neste post falaremos sobre ponto de vista.

Em primeiríssimo lugar é importante diferenciar o ponto de vista do autor de sua opinião. Já vimos que opinião é aquilo em que o autor acredita; por sua vez, o ponto de vista é uma estratégia que o autor adota para se comunicar com seus leitores. Por exemplo, ele pode adotar um ponto de vista subjetivo ou objetivo, ou ele pode se referir ao leitor diretamente como “você” ou anonimamente como “eles”. Ponto de vista, assim, está diretamente relacionado à ideia de perspectiva. Uma mesma situação pode ser descrita de várias formas, dependendo da perspectiva através da qual você a observa. É essencial identificar através de qual ponto de vista um autor aborda um tema e se o autor menciona em seu texto outras perspectivas, que não a dele mesmo.

Podemos identificar três diferentes abordagens ao falar de ponto de vista: um ponto de vista em primeira pessoa, que é individualizado e pessoal, e através do qual o autor fala de suas próprias experiências e sentimentos sobre algo usando os pronomes I, me, we, us etc.; um ponto de vista de segunda pessoa, também pessoal, por se dirigir diretamente ao leitor usando o pronome you; e o ponto de vista em terceira pessoa, que é impessoal e objetivo, apresentando a perspectiva de alguém que está de fora, ou seja, que não está envolvido na ação – os pronomes usados são he, she, they, it etc. É claro que a adoção de um ou outro ponto de vista depende se ele é apropriado para o tipo de texto que se escreve, mas ela também depende do efeito que se deseja causar no leitor.

A adoção de um ponto de vista em primeira pessoa, por exemplo, pode fazer com que o leitor perceba o autor como mais sincero –  e as ideias do texto como mais confiáveis – por criar uma certa intimidade entre leitor e autor. Já o ponto de vista em terceira pessoa pode ser adotado para passar uma ideia de maior objetividade – como se o autor não estivesse colocando ali nada de subjetivo seu. É claro que nesse tipo de perspectiva o autor ainda assim expressa opiniões, mas elas parecem mais objetivas. Por fim, a adoção de um ponto de vista em segunda pessoa é muito usada para destacar o leitor como um indivíduo – e não tratá-lo como uma categoria. Assim, o leitor pode vir a se sentir como parte das ideias expressadas no texto, pois essa perspectiva coloca o leitor diretamente na situação do texto.

Podemos perceber que, de fato, cada ponto de vista cria um certo efeito. Dependendo das intenções do autor, pode ser mais interessante aproximar o leitor do autor, ou ser mais objetivo, ou ainda envolver o leitor na sua argumentação. Entender qual é ponto de vista adotado pelo autor é entender que tipo de relação ele quer criar entre suas ideias e seus leitores.

Cheers!

Agora que já falamos sobre como entender o essencial em um texto, podemos dar atenção a algumas estratégias de leitura mais específicas. Nesse post falarei sobre compreender a estrutura do texto.

Comparemos, como faz o autor do livro “Reading Comprehension Success”, um autor a um arquiteto. Toda construção tem uma série de cômodos, mas a forma como esses cômodos são dispostos depende do arquiteto. Isso também vale para um texto: a forma como as ideias e as frases estão organizadas depende da intenção do autor. Há quatro padrões principais de organização de um texto: cronológico, por ordem de importância, por comparação e contraste, e por causa e efeito. É importante que, como leitores, consigamos reconhecer esses padrões, pois a escolha que o autor faz por um ou outro padrão organizacional também pode nos ajudar a inferir informações e intenções do autor.

Muitos textos são organizados de forma cronológica, ou seja, começando pelo primeiro evento e terminando com o último evento. É possível perceber essa organização em um texto tanto pela sequência dos eventos quanto pelas transitional words and phrases que são usadas entre um evento e outro (first, second, then, afterward etc.) e os conecta de forma cronológica.

Uma outra forma de organizar o texto é por ordem de importância. As ideias são aqui organizadas de forma hierarquizada, indo da menos importante para a mais importante, ou vice-versa. Ambas as estruturas são muito comuns, porém alguns autores preferem terminar o texto com a ideia mais importante para criar um “snowball effect”, isto é, criar uma força argumentativa crescente em seu texto. Assim como uma bola de neve, a ideia do autor vai ficando cada vez maior – e mais importante – e isso gera no leitor uma expectativa pela ideia final. Nesse caso, transitional words and phrases também são usadas (first and foremost, also, furthermore, in addition, most importantly etc.).

Também é possível organizar a estrutura de um texto por meio de comparação e contraste. A comparação e o contraste são geralmente usados para destacar as semelhanças e as diferenças entre ideias. Há diversas transitional words and phrases que nos ajudam a identificar as semelhanças: similarly, likewise, like, just as, in the same way etc; há outras que nos permitem identificar o contraste, a diferença: but, on the other hand, however, conversely, yet, on the contrary, nevertheless etc. A comparação e o contraste podem ser feitos pelo point-by-point method (cada aspecto de uma ideia A é comparado ou contrastado com um aspecto da ideia B)  ou pelo block method (o autor lida primeiro com todos os aspectos de uma ideia e depois com todos os da segunda ideia). É importante notar que duas ou mais ideias são comparadas ou contrastadas em um texto por algum motivo, o qual geralmente é a ideia central do texto.

Finalmente, alguns textos são organizados pelo estabelecimento de relações de causa e efeito. Entender no texto o que é causa e o que é efeito é essencial para uma boa compreensão de leitura. Causa é alguém ou algo que faz algo acontecer ou produz um efeito; efeito é uma mudança produzida por uma ação ou causa. Também nesse caso há transitional words and phrases que nos ajudam a identificar tanto a causa (because, since, due to etc.) quanto o efeito (so, hence, therefore, consequently, as a result etc.). Vale lembrar que uma causa pode ter vários efeitos, assim como um efeito pode ter várias causas em um texto. E também não podemos nos esquecer de que causas e efeitos podem ser apenas a opinião do autor – não são necessariamente fatos.

Cheers!

Continuando o post sobre como entender o essencial de uma passagem escrita e assim melhorar sua compreensão de leitura, neste post falarei sobre duas outras estratégias que podem ser usadas para compreender o essencial de um texto.

Em situações em que estamos lendo algum material e não podemos consultar um dicionário, é importante usar o contexto para procurar determinar o significado das palavras e expressões desconhecidas. A habilidade de determinar o significado de palavras desconhecidas a partir do contexto é essencial para a compreensão de leitura – entretanto, como qualquer habilidade, ela precisa ser desenvolvida.

A primeira dica nesse sentido é não ler o texto inicialmente já com foco nas palavras desconhecidas. Coloque foco naquilo que você conhece, pois só assim você entenderá o contexto que, por sua vez, te ajudará a entender as palavras desconhecidas. Em segundo lugar, procure entender qual é a categoria sintática daquelas palavras que você desconhece: trata-se de um adjetivo, um verbo, um substantivo? A que outras palavras ela está sintaticamente relacionada? Esse tipo de questionamento certamente ajuda a eliminar algumas hipóteses de significado. Em terceiro lugar, verifique se a palavra possui algum prefixo ou sufixo que possa dar alguma indicação do que ela significa. Finalmente – e talvez a dica mais importante – só foque em palavras desconhecidas se elas forem realmente relevantes para o teste, ou seja, se houver alguma pergunta de compreensão de leitura que passa pela compreensão dessas palavras, ou se houver alguma pergunta de vocabulário que esteja associada a elas.

A quarta e última estratégia é diferenciar fatos de opiniões no texto. Muitos textos, inclusive no exame, trazem uma mistura de fatos com opiniões do autor. Para que possamos ler o texto de forma crítica – e essa é uma habilidade testada pelo exame – é preciso perceber a diferença entre o que está no texto como opinião e como fato.

A grande diferença entre opinião e fato, em um texto, está naquilo que o autor diz que acredita e aquilo que o autor diz que sabe, respectivamente. As opiniões podem estar baseadas em fatos, mas elas ainda assim são coisas nas quais o autor acredita, não que ele sabe. As opiniões são discutíveis, os fatos, não. Em um texto, geralmente, a ideia principal é a opinião de um autor, a qual é fundamentada em uma base de fatos que ele elenca. Uma boa forma de se certificar se algo que está no texto é opinião ou fato é perguntar-se: essa frase é discutível? Isso é conhecidamente verdade? Se a resposta para a primeira pergunta é sim, trata-se de uma opinião; se a resposta para a segunda é sim, trata-se de um fato – tudo isso, é claro, na forma como o autor apresenta as informações.

A habilidade de distinguir fato de opinião é essencial, pois ela permite perceber quais são as evidências nas quais um autor fundamenta suas opiniões – o que, por sua vez, permite que um leitor crítico julgue por si mesmo a validade dessas opiniões.

Para melhorar suas habilidades de identificar as informações essenciais no texto, identificar a ideia principal do texto, determinar o significado de palavras desconhecidas pelo contexto e diferenciar fatos de opiniões, faça os exercícios propostos no livro “Reading Comprehension Success” (páginas 19 – 50).

Cheers!

No livro “Reading Comprehension Success”, o autor compara leitores críticos a investigadores de cenas de crime. Em sua busca pela verdade, os investigadores não deixam que opiniões os influenciem; eles querem saber o que realmente aconteceu. Eles coletam evidências e fatos e usam essas informações para chegar a conclusões. Separar fatos de opiniões é essencial durante a investigação da cena de um crime e também é uma habilidade essencial para uma boa compreensão escrita.

Quando lemos, devemos procurar pistas que nos permitam compreender o que o autor quer dizer. Devemos nos perguntar: Sobre o que é essa passagem? O que o autor está dizendo? As vezes, pode paracer que o autor está tentando esconder o que ele quer dizer, porém por mais complexo que um texto seja, o autor sempre deixa pistas que um leitor cuidadoso consegue encontrar. Assim, precisamos ser bons “detetives” ao ler os textos que nos são apresentados, e para isso devemos ler cuidadosamente e ativamente.

Em primeiro lugar, é preciso entender as informações básicas do texto. As perguntas básicas são: Quem? Quando? Onde? O quê? Como? Por quê? Lembre-se: uma boa leitura é uma leitura ativa. A leitura ativa acaba forçando o leitor a realmente ver o que ele está lendo, a olhar mais de perto aquilo que está no texto. Marque o texto enquanto você o lê: sublinhe as respostas a essas perguntas iniciais e escreva anotações pessoais nas margens que ajudem a responder ao menos essas perguntas mais básicas.

Após ter coletado as informações básicas, o segundo passo é entender qual é a ideia principal do texto. Se pensarmos na comparação da atividade de leitura com o trabalho de detetive, assim como há um motivo para todo crime, há um “motivo” por trás de todo texto. Todo texto é uma forma de comunicação: trata-se do autor tentando comunicar seus pensamentos para você, o leitor. Assim, é importante que nos perguntemos: Por que o autor escreveu esse texto? Qual é a ideia que ele está tentando passar?

Existe uma diferença, entretanto, entre o assunto do qual o texto trata e a ideia principal do texto. Se nos perguntamos “sobre o que é esse texto?” chegamos, obviamente, ao assunto do texto. Porém, a ideia principal é algo que é dito sobre o assunto do texto. Trata-se de uma afirmação ou uma alegação sobre esse assunto. Além disso, a ideia principal do texto é a que vai dar coerência ao texto como um todo: todas as ideias do texto vão se relacionar a essa ideia principal, procurando servir como evidências de que essa afirmação sobre o assunto está correta. Assim, ao procurar a ideia principal do texto, pergunte-se: O que o autor está dizendo sobre o assunto do texto? Com base nas evidências que o autor apresenta, qual é a ideia principal defendida pelo autor?

Muitas vezes, a ideia principal se encontra no que chamamos de “topic sentence”, ou seja, numa frase que expressa claramente a ideia central do parágrafo ou da passagem. Essa frase normalmente vem no início do parágrafo – e nesse caso o restante do parágrafo serve como evidência que busca comprovar o alegado na “topic sentence”. No entanto, é importante lembrar que às vezes ela está no meio ou mesmo no fim do parágrafo – e que em alguns textos essa frase não está apresentada de forma tão clara.

No próximo post falarei sobre os dois próximos passos para entender o essencial do texto: entender o vocabulário pelo contexto e observar a diferença entre fato e opinião.

Cheers!

A questão 30.D do TPS 2011 afirmava que “The use of the form ‘to be awarded (lines 13-14) directs the focus of the sentence to those who award the prize.” Ela fazia referência ao seguinte trecho do primeiro texto da prova de inglês: “’I should like to dispose of my fortune to found a prize to be awarded every five years’ to the person who had contributed most effectively to the peace of Europe.” A questão testava o conhecimento dos candidatos sobre o uso da “Passive Voice”.

Em termos de estrutura, a voz passiva em inglês é sempre formada por uma forma do verbo “be” seguida pelo particípio passado do verbo principal.

The Treaty of Versailles was signed in 1919.

Como o particípio passado dos verbos é sempre o mesmo, o que indica o tempo verbal da frase é o verbo “be”. Na frase acima, por exemplo, identificamos o tempo verbal como passado por causa do “was”.

Compare a voz ativa e a voz passiva:

The EU member states signed the Lisbon Treaty in 2007. (active voice)

The Lisbon Treaty was signed in 2007 (by the EU member states). (passive voice)

Quando o sujeito da frase é também o agente, temos a voz ativa. Quando, entretanto, o sujeito da frase não é o agente, mas sim aquele que recebe ou sofre a ação, temos a voz passiva. A voz passiva, assim, é usada quando o foco da frase não é o agente, ou seja, quem faz a ação – muitas vezes, inclusive o agente é desconhecido. Portanto, em “a prize to be awarded” o foco não está em quem vai premiar (=award), mas no prêmio (=prize) em si, o que faz da alternativa incorreta.

Cheers!

A questão 39.2 do TPS 2011 afirmava que “The words ‘crises’ (line 16) and ‘millennia’ (line 24), as well as ‘theses’ and ‘fulcra’, can only be found in their plural forms.” A questão testava o conhecimento dos candidatos sobre plurais, em inglês, de palavras vindas do latim e do grego.

Como a língua inglesa historicamente adotou e adaptou palavras de diferentes fontes, há grupos de substantivos na língua inglesa que seguem as regras de outras línguas – como do latim e do grego – quando eles são usados no plural. Segue um quadro sinótico:

Origem

Singular terminado em

Plural terminado em

Grego

-on: criterion, phenomenon, automaton

-a: criteria, phenomena, automata

Latim

-um: addendum, bacterium, ovum, podium, spectrum

-a: addenda, bactéria, ova, podia, spectra*

Latim

-us: alumnus, nucleus, stimulus

-i: alumni, nuclei, stimuli*

Latim

-a: alumna, formula

-ae: alumnae, formulae*

Grego

-a: schema, trauma

-ta: schemata, traumata*

Latim

-ex: índex, vertex

-es / -ices: indexes/indices, vertexes;vertices

Latim

-ix: appendix, matrix

-es / -ices: appendixes/appendices, matrixes/matrices

Grego

-nx: sphinx, phalanx

-es / -ges: sphinxes/sphinges, phalanxes/phalanges

Grego

-is: analysis, basis, crisis, thesis

-es: analyses, bases, crises, theses

*alguns plurais de substantivos já aceitam o “-s” como alternativa (Anglicized plurals). Por exemplo:

Singular

Plural

Alternativa

Aquarium

Aquaria

Aquariums

Curriculum

Curricula

Curriculums

Millennium

Millennia

Millenniums

Stadium

Stadia

Stadiums

Referendum

Referenda

Referendums

Focus

Foci

Focuses

Syllabus

Syllabi

Syllabuses

Thesaurus

Thesauri

Thesauruses

Uterus

Uteri

Uteruses

Antenna

Antennae

Antennas

Formula

Formulae

Formulas

Stigma

Stigmata

Stigmas

Como podemos ver, “crises” é o plural de “crisis”, “theses” é o plural de “thesis”, “fulcra” é o plural de “fulcrum” e “millennia” é o plural de “millennium”. Assim, a alternativa está incorreta.

Cheers!

A questão 31.C do CACD 2011 afirmava que “The verbal form ‘should’ (line 13) could be replaced by ‘would’ without effecting a significant change in the meaning of the text.”

A questão fazia referência a um trecho do primeiro texto da prova de inglês, o qual dizia “’I should like to dispose of my fortune to found a prize to be awarded every five years’ to the person who had contributed most effectively to the peace of Europe.”

O que está sendo testado nessa questão é o conhecimento do uso dos verbos modais “should” e “would”.

Os usos dos verbos modais são tantos que um post só não daria conta de discutir a questão. Por isso, uma das dicas mais importantes que pode ser dada a respeito dos modais é não pensar apenas em termos de tradução, já que a tradução por si só não explica o uso, como é o caso com a questão 31.C.

Se pensarmos nos usos do verbo modal “should”, acredito que podemos listar três usos principais.

1. Dar conselhos e fazer recomendações (giving advice and making recommendations)

Mauricio Costa Said people should focus on English and Portuguese for the Pre-Selection Test.

2. Falar sobre responsabilidades (talking about responsibility and duty)

I should start reviewing what I’ve learned.

3. Dizer que algo é provavelmente verdade – ou será em breve (saying something is probably true)

Last year she did pretty well in the exam, so she should ace it this year.

Quanto ao verbo modal “would”, além do uso mais comum como “passado do will” (o que o aproxima do Futuro do Pretérito, em português), há dois usos essenciais:

1. Falar sobre estar ou não disposto a fazer algo (willingness or unwillingness)

I asked her to help me with my English but she wouldn’t.

2. Hábitos no passado, como uma alternativa ao “used to” (mas apenas para verbos de ação, nunca para verbos de estado) (past habits)

When I was a child, I would play on the streets all day. (=used to)

Na questão 31.C, é ainda um outro uso de “would” e “should” que está sendo testado, já que ambos podem ser usados, acompanhados do verb “like”, para fazer pedidos (make requests):

I would like to see him now.

I should like to see him now.

A única diferença entre essas duas estruturas é que a segunda é mais formal e normalmente só utilizada com os pronomes “I” e “we” (veja a unidade 25 no Advanced Grammar in Use). De qualquer forma, essa diferença é apenas no que diz respeito ao “register”, ou seja, ao nível de formalidade, não afetando o sentido da frase, o que quer dizer que a alternativa está correta.

No CACD 2011, a questão 31.B afirmava que “In ‘The spark of friendship between them had been kept alive’ (lines 8-9), the use of the form ‘had been’ implies the connection between von Suttner and Nobel took place after the Peace Congress.”

A questão fazia referência ao seguinte trecho do primeiro texto da prova de inglês: “He [Nobel] turned up in person, though incognito, at a Peace Congress in Bern in 1892 and told Berthan Von Suttner that if she could ‘inform me, convince me, I will do something great for the cause’. The spark of friendship between them had been kept alive in correspondence and an occasional visit over the years and now he wrote her that a new era of violence seemed to be working itself up”.

O objetivo da questão era testar o conhecimento dos candidatos sobre o uso do tempo verbal Past Perfect (had been).

O Past Perfect, em termos de estrutura, é caracterizado pelo uso do auxiliar “had” seguido de um verbo no particípio passado (had done, had gone, had seen etc.). Já no que diz respeito ao seu uso, como eu mencionei em um post anterior, todos os tempos qualificados como “Perfect” têm a característica de fazer a ligação entre dois momentos em uma linha do tempo. No caso do Past Perfect, em particular, ele faz a ligação entre dois momentos não simultâneos no passado. Veja por exemplo as duas frases seguintes:

When I arrived at the meeting, everyone left.

When I arrived at the meeting, everyone had left.

Na primeira situação, entende-se que as duas ações (arrived e left) são ações simultâneas, pois ambas estão no Past Simple. Isso quer dizer que no momento em que a pessoa chegou na reunião, todos saíram. Já no segundo caso, em contraste, fica claro que as duas situações não são simultâneas. Quando a pessoa chegou (arrived – Past Simple), todos já haviam saído (had left – Past Perfect). Assim, o Past Perfect tem a função de falar de um passado anterior ao Past Simple, ou seja, um “passado do passado”.

Para entender, portanto, o Past Perfect, é sempre preciso buscar o outro referencial – como um verbo no Past Simple, ou no Past Continuous. O importante, entretanto, é sempre lembrar que a oração com o Past Perfect é anterior ao referencial.

Analisando, então, a questão 31.B, temos o verbo “turned up” (=apareceu) , o verbo “told” (=disse) e depois, na frase seguinte, o verbo “had been” (=havia mantido). Isso significa que quando Nobel apareceu no congresso e disse aquelas coisas para Bertha, eles já tinham um relacionamento amigável, o qual haviam mantido por meio de correspondência e ocasionais visitas. Assim, o “had been” não poderia querer dizer que o relacionamento foi estabelecido após o congresso, mas sim o contrário. Nesse caso, a alternativa está incorreta.

No CACD 2011, uma das questões do TPS (questão 31.A) perguntava, a respeito dos verbos no primeiro texto da prova de inglês, se “The forms ‘brooded’ (line 18), ‘embodied’ (line 18) and ‘died’ (line 19) can be replaced, respectively, by has brooded, has embodied and has died without effecting a significant change in the original meaning of the text.”

A assertiva fazia referência ao seguinte trecho do texto: “Nobel brooded over the plan, embodied it in a will drawn in 1895 which allowed man a little longer deadline, and died the following year.”

Essa pergunta, na realidade, testa os conhecimentos dos candidatos sobre os usos dos tempos verbais Past Simple (brooded, embodied, died) e Present Perfect (has brooded, has embodied, has died).

O Past Simple, em linhas breves, é geralmente usado para falar de ações no passado, ao passo que o Present Perfect pode falar de ações passadas, porém de alguma forma relevantes para – e conectadas com – o presente. Aliás, é sempre importante ter em mente que os tempos qualificados como “Perfect” em inglês sempre fazem a conexão entre dois momentos em uma linha do tempo. Por exemplo, o Past Perfect conecta dois tempos não simultâneos no passado, e o Future Perfect conecta o tempo presente ao futuro.

Devido a essa conexão com o tempo presente, o Present Perfect NÃO é usando quando:

– fala-se de um tempo passado especificado:

World War II has ended in 1945.  World War II ended in 1945.

Mr Xi has visisted Obama in February.  Mr Xi visisted Obama in February.

– fala-se de algo que conhecidamente aconteceu em um passado longínquo ou de alguém que conhecidamente já não vive mais:

The Chinese have invented printing. The Chinese invented printing.

Winston Churchill has had five children. Winston Churchill had five children.

Assim, como a passagem do texto fala sobre Alfred Nobel, o qual hoje já não é vivo – o texto nos traz a informação de que ele faleceu em 1896 – e o sujeito dos verbos destacados é o próprio Nobel, as ações não têm qualquer conexão com o tempo presente, e por isso o tempo  verbal apropriado é o Simple Past e a assertiva estava errada.

Cheers!