Gabriel Ursi, formado em Direito, foi aprovado no CACD 2025 aos 29 anos de idade e após estudar por um ano e meio para a prova. Ele nos conta mais sobre sua trajetória na entrevista que generosamente nos concedeu!
Você já tinha conhecimentos avançados da língua inglesa quando começou a estudar para o concurso?
Sim, tive a oportunidade de fazer intercâmbios para países de língua inglesa e fiz um mestrado cuja dissertação foi escrita em inglês.
Quais dos nossos cursos você fez ao longo da sua preparação?
Advanced Steps, pacotes de simulados e Intensivo de Segunda Fase.
Estudar inglês para CACD é diferente dos estudos que você fez antes da preparação para o concurso? Em que sentido?
Sim. Nos meus estudos anteriores ao CACD, eu não tinha maior preocupação com o acúmulo de vocabulários específicos, porque no dia a dia é possível consultar o significado das palavras ou entendê-las pelo contexto. Nesses estudos, busquei aprimorar minha fala interagindo com pessoas que tem o inglês como língua nativa, o que não é exigido pelo CACD. Além disso, nos meus anteriores, eu também não tinha conhecimento sobre as regras de colocation, colligation e de local grammar.
Como você se preparou para a prova de primeira fase de inglês?
Fiz todas as provas de inglês do CACD desde 2003, o que permitiu que eu entendesse a forma como o inglês é cobrado na prova. Percebi que temas gramaticais não são frequentemente cobrados de forma direta e que há grande prevalência de cobrança de vocabulário. Apesar disso, não elaborei um grande banco de palavras, pois vi que eu tinha um bom aproveitamento nas questões de vocabulário, mesmo sem ter um banco de palavras. Aprendi a resolver as questões depreendendo o contexto das frases e conclui que eu teria mais ganho relativo ao me dedicar a práticas de extensive reading para aprimorar minha capacidade de interpretação.
E seus estudos de vocabulário? Você estudava vocabulário de alta frequência e de baixa frequência? Como estudava colocações e coligações? Você fez um banco de palavras?
Não tinha um estudo específico para vocabulário. Acredito que a prova mudou bastante com o fim da tradução e da versão, o que diminui a importância relativa de ter amplo conhecimento sobre vocabulário. Além disso, como eu tive apenas um ano e meio de preparação, não priorizei a construção de grandes bancos de colocações e coligações, pois notei que houve uma redução da exigência da banca na correção desses pontos. Sendo assim, usei o COCA para anotar as colocações e coligações apenas das palavras que tinham mais frequência nos textos que eu produzia nos meus simulados. As correções da professora Selene também me ajudaram a montar um banco de colocações e coligações que fosse específico para a minha forma de escrita e para os temas do CACD.
Qual foi a importância do feedback individualizado na sua preparação para a prova discursiva? Como você estudava esse material?
Os feedbacks foram essenciais. Optei por fazer diversos simulados com a professora Selene, pois entendo que a sua correção é extremamente técnica e rígida. A professora conhece todas as penalizações já aplicadas pela banca nos últimos anos e preferi treinar com uma correção rigorosa. Após receber os comentários, eu transformava os meus erros em flashcards e marcava em vermelho aqueles que eu já havia cometido mais de uma vez.
Quantas horas de estudos você dedicava, em média, à língua inglesa semanalmente?
2h.
Seus estudos de inglês mudavam com a publicação do edital? Você focava só na primeira fase, ou continuava com a preparação para a prova discursiva?
Continuava a preparação para a discursiva.
Você tinha alguma estratégia no que diz respeito a deixar itens em branco na prova de inglês de primeira fase?
Fazia todos os itens.
Como era seu processo para cada exercício da prova de inglês de segunda fase? Você conseguia fazer rascunho em todos?
Eu lia a composition para entender o tema e fazia um brainstorming de argumentos. Com base nesses argumentos, eu os agrupava em parágrafos e fazia meus tópicos frasais e a tese. Eu fiz um rascunho da introdução, dos tópicos frasais e dos argumentos principais de cada parágrafo. Após revisar o rascunho, começava a passar a limpo e escrevia a parte restante da redação com atenção redobrava. Buscava deixar 1 hora para o rascunho ao final.
Você já teve marcações de falta de legibilidade, rasuras fora do padrão, margem desalinhada etc. em sua prova de inglês? Qual era sua estratégia de prova nesse sentido?
Nas correções da Selene, tinha muitas marcas por esse quesito. Busquei aumentar minha letra e torná-la mais legível escrevendo com menor velocidade. Não tive marcações na minha prova de inglês.
Qual foi sua estratégia quanto à extensão do texto na Composition e no Summary?
A “composition” com 65-70 linhas é um desafio. Minha estratégia variava a depender do tema e do comando. Se eu percebia que devia aprofundar nos exemplos, investia em um texto com três parágrafos robustos de desenvolvimento, além da introdução e da conclusão, naturalmente. Já se eu percebia que a intenção da banca examinadora era a de que o texto comportasse uma diversidade de assuntos, mas sem um adensamento analítico, eu tentava escrever quatro ou até cinco paráfagros curtos de desenolvimento. No “summary”, por sua vez, eu tentava escrever entre 20 e 25 linhas, sempre observando as ideias centrais e deixando de lado os exemplos.
Por fim, você tem alguma dica de ouro para os candidatos e as candidatas que seguem na preparação?
Entender que a prova de línguas é uma prova defensiva, em que o candidato não deve buscar a genialidade e deve priorizar a minimização dos erros. O contato com um professor especializado como a Selene permite entender os tipos de erros que estão sendo marcados pela banca, o que possibilita uma preparação específica para a prova.
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